Ela ou eu?

Quando penso que estou segura de mim, focada e feliz em ser eu; quando penso que todos meu sentimentos estão no lugar (assim como um quarto arrumado, uma estante organizada), acordo de novo para um pesadelo – ou sonho, não sei – em que a verdade nada mais é que não sei.

Eu não sei das coisas, eu não sei de mim, não sei o que eu quero, não sei quem sou, não sei até onde sou capaz. Só sei que sou forte, sim, isso eu tenho certeza – e talvez seja minha única e necessária.

Penso tanta coisa… desejo tantas coisas… mudanças, atitudes, e tudo o mais, mas parece tão difícil e às vezes tão distante. Talvez por ser insegura, medo de ter medo e de sofrer. Mas quem não passa por isso? Deixo a vida me levar ou levo a vida? Por que tenho tanto essa dicotomia entre feliz e triste, calma e impulsiva, coragem e medo? Será que eu sou apenas eu? Me pergunto constantemente isso… as vezes acho que não. Mas mesmo se for duas, ou três de mim… continuo sendo eu.

Se faz sentido? Nenhum.

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