Ah! Menino…

Eu gosto de ti, sabia?

Sua mão na minha. Seus lábios nos meus. O quentinho dos abraços.

Sentir seu coração bater pertinho do meu.

Ver seus olhos fechando de sono e, ainda assim, seus braços em mim agarradinhos.

Menino, você é cheio dos chameguinhos.

E sabe o mais de tudo? Só eu sei o quanto são sinceros.

Amo você.

Tá, então…

É assim mesmo. Frio na barriga. Sufoco na garganta. Olhar para trás e desentender o que viveu.

É, é assim mesmo. Tá aí a ponte entre o que é, o que poderia ter sido, o que de fato foi.

Quem tem medo, fica sempre à margem.

Quem tem medo, se move rápido demais, às vezes lento demais.

O que fazer com esse medo?

Vou misturar tudo e beber.

Coisa ruim não dá.