Interior

O interior da gente é tão secreto quanto uma caverna perdida. Ninguém sabe onde está, como é, quão profundo é, o que tem dentro… O interior da gente, é como o invisível: sofremos e ninguém vê, pensamos e ninguém ouve, olhamos e ninguém enxerga nossas fotografias pessoais. É realmente difícil de entender, nem a gente mesmo entende. Nossas razões, emoções, sonhos… tudo fica dentro, guardadinho. E se soubessem como é por dentro?

Se soubéssemos o que o outro sente, intui, vê? Será que mudaríamos nossa opinião sobre o estranho com quem falamos? Me pergunto isso muitas vezes, para tentar entender se não sou cruel demais com quem acho que merece. Não realmente cruel (apesar de as vezes meu sadismo florescer, mas é por instantes, juro!), mas pensar coisas ruins.

Ainda bem que não somos punidos por intenções. Não quero fazer mal a ninguém, mas porque me fizeram tão mal? Será que temos consciência quando fazemos maldade (digo, MALDADE) com outras pessoas? Um desprezo, uma atitude inconsequente, uma palavra afiada… Prefiro acreditar que não é intencional, mas tenho minhas dúvidas quando a atitude é tão óbvia de gerar um mal!

Soninho…

Bem lá no fundo tudo o que eu quero é um repouso seguro, uma respiração tranquila, uma noite bem dormida, paz no coração, extinção de todo tipo de procupação… São coisas simples tão difíceis… Só quero o pão em cima da mesa, o travesseiro para embalar o sono, um copo de leite antes de dormir, um abraço sincero.
Ficar em paz.
Comigo, com os outros, com o mundo e tudo ao redor…