Sabedoria grega

     A cultura grega antiga, de Aristóteles, Platão e Homero, valorizava o equilíbrio e o ritmo ideais. Essa mesma cultura, de filósofos e poetas, possuía em sua língua duas palavras para designar tempo: “Chronos” e “Kairós”.
O tempo pode ser dividido, com a finalidade de tentar entender e medir sua efemeridade, de três maneiras: Passado, essencial para o conhecimento de nós mesmos e a elaboração do presente, porém não completamente confiável por poder ser registrado, na forma de história, para os objetivos de outrem. Presente, o viver agora, o hoje, o já, o momento. É o único tempo que pode, e deve, ser vivido e que possui a capacidade de criar a sensação de existência, realidade. Futuro, dependente dos outros dois para existir e mantenedor da esperança e da cura para os problemas não resolvidos.
Essas três divisões, juntas, compõem o “Chronos”. “Chronos” é o tempo sequencial, cronológico, o qual é medido em horas, dias, anos. Mas… e quanto ao momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, o qual pode durar poucos instantes e marcar para sempre, tornando-se inerente ao nosso ser? É disso que se trata o “Kairós”. “Kairós” é o momento oportuno, o momento especial.
Como, entretanto, vive-lo se é imensurável? Não é possível prevê-lo no futuro ou buscá-lo no passado. Só é possível viver o “Kairós” ao aproveitar cada instante do agora, com equilíbrio e ritmo ideais, para não perder a oportunidade de um momento inesquecível e, acima de tudo, sentir-se vivo.
Passado presente e futuro complementam-se. Não são, porém, a certeza do ontem e a incerteza do amanhã capazes de nos trazer a vida e a oportunidade de ser feliz. Os gregos já sabiam: Carpe diem.

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Dedico ao meu sempre e querido amigo.

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Hoje fez um calor estrondoroso na terra da garoa que de garoa não tem nada ultimamente. Ai esse ar seco e poluído… !

Calor = preguiça +
Poluição = desânimo +
Secura = amarguice
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Tédio