Será que vale a pena se cobrar tanto? A vida sendo mais simples pode ser tão mais leve…

Simplicidade, paz e calmaria é só o que eu quero.

*

“Segue o teu destino…
Rega as tuas plantas;
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
de árvores alheias”

Fernando Pessoa

 

“O ato de moldar o destino; é adequar os
padrões, as vibrações para atingir um objetivo
através do poder pessoal, vontade e emoção.
Não se trata de um milagre. Não se trata de “querer
desesperadamente”. Trata-se sim, de uma maneira
particular de se proceder nos caminhos da vida, com os
dois pés no chão, o coração no mundo e a mente aberta.”

Robson Bubols

 

“A sabedoria de um homem não está em não errar e não passar por sofrimentos, mas no destino que ele dá aos seus erros e sofrimentos”
Augusto Cury

Não é mera coincidencia.

À força de tanto ler e imaginar, foi-se distanciando da realidade a ponto de já não poder distinguir em que dimensão vivia. Varando noites e noites à luz de um candeeiro, lia, relia e reconstruía, à sua maneira, desenrolar de todas as aventuras. Aqueles livros, ultrapassados pelo tempo e cheios de citações absurdas, contribuíram para confundir ainda mais a mente do fidalgo. […]

De tanto imaginar, um dia rompeu o elo que o prendia a realidade. Num estado febril e agitado, iniciou uma existência onde só existiam personagens de cavalaria andante. Eram gigantes para derrotar, castelos que deviam ser assaltados, donzelas prisioneiras de algum tirano para salvar e legiões de bandidos para combater.

Foi assim que, completamente transtornado, resolveu que seria cavaleiro andante e partiria com suas armas e seu cavalo em busca de aventuras e perseguindo justa fama.

Imaginando-se um predestinado pelo valor de seu braço e de seus nobres propósitos, apressou-se a iniciar a incomparável jornada.

(Dom Quixote – Miguel de Cervantes)

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É assim que às vezes me sinto… quixotesca.

Sabedoria grega

     A cultura grega antiga, de Aristóteles, Platão e Homero, valorizava o equilíbrio e o ritmo ideais. Essa mesma cultura, de filósofos e poetas, possuía em sua língua duas palavras para designar tempo: “Chronos” e “Kairós”.
O tempo pode ser dividido, com a finalidade de tentar entender e medir sua efemeridade, de três maneiras: Passado, essencial para o conhecimento de nós mesmos e a elaboração do presente, porém não completamente confiável por poder ser registrado, na forma de história, para os objetivos de outrem. Presente, o viver agora, o hoje, o já, o momento. É o único tempo que pode, e deve, ser vivido e que possui a capacidade de criar a sensação de existência, realidade. Futuro, dependente dos outros dois para existir e mantenedor da esperança e da cura para os problemas não resolvidos.
Essas três divisões, juntas, compõem o “Chronos”. “Chronos” é o tempo sequencial, cronológico, o qual é medido em horas, dias, anos. Mas… e quanto ao momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece, o qual pode durar poucos instantes e marcar para sempre, tornando-se inerente ao nosso ser? É disso que se trata o “Kairós”. “Kairós” é o momento oportuno, o momento especial.
Como, entretanto, vive-lo se é imensurável? Não é possível prevê-lo no futuro ou buscá-lo no passado. Só é possível viver o “Kairós” ao aproveitar cada instante do agora, com equilíbrio e ritmo ideais, para não perder a oportunidade de um momento inesquecível e, acima de tudo, sentir-se vivo.
Passado presente e futuro complementam-se. Não são, porém, a certeza do ontem e a incerteza do amanhã capazes de nos trazer a vida e a oportunidade de ser feliz. Os gregos já sabiam: Carpe diem.

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Dedico ao meu sempre e querido amigo.

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Hoje fez um calor estrondoroso na terra da garoa que de garoa não tem nada ultimamente. Ai esse ar seco e poluído… !

Calor = preguiça +
Poluição = desânimo +
Secura = amarguice
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Tédio