Ir e vir

Algumas pessoas vem e vão. Outras ficam durante umas horas, dias, meses, anos.. mas se vão também. Talvez voltem. E quando voltam, é uma surpresa e nostalgia incomparáveis.

Esses dias reencontrei pelo facebook alguns grandes amigos dos quais a rotina, dia-a-dia, diferenças que surgem com o tempo, separou. É engraçado notar como mudamos e, ainda assim, continuamos um pouco os mesmos… Os corpos mudaram, as vozes, a rotina de cada um de nós mudou e por mais que não tenhamos mais um ponto de tangência entre nossas vidas, o carinho se mantém. Manteve-se por longo tempo apesar da distância bem grande de alguns cinco anos,por aí.

Nos reencontramos, e é muito bom poder conversar de novo. O reencontro depois de muito tempo tem um quê de especial, talvez porque demonstre que no fundo, bem lá no fundo, talvez no canto de uma caixa de fósforo guardada num armário de memórias velhas, um pedacinho de carinho e lembrança mantiveram-se vivos por todo esse tempo.

ps* Não sei por que, mas o player com o vídeo não está aparecendo =/ Fiquem com o link então!!
Bossa N` Roses – November Rain

Bossa n` Roses – November Rain
“When I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin’ when I hold you
Don’t you know I feel the same

‘Cause nothin’ lasts forever
And we both know hearts can change
And it’s hard to hold a candle
In the cold November rain

We’ve been through this such a long long time
Just tryin’ to kill the pain

But lovers always come and lovers always go
An no one’s really sure who’s lettin’ go today
Walking away

If we could take the time
To lay it on the line
I could rest my head
Just knowin’ that you were mine
All mine

So if you want to love me
Then darlin’ don’t refrain
Or I’ll just end up walkin’ In the cold
November rain

Do you need some time…on your own
Do you need some time…all alone
Everybody needs some time… on their own
Don’t you know you need some time…
All alone

I know it’s hard to keep an open heart
When even friends seem out to harm you
But if you could heal a broken heart
Wouldn’t time be out to charm you

Sometimes I need some time…on my own
Sometimes I need some time…all alone
Everybody needs some time… on their own
Don’t you know you need some time…
All alone

And when your fears subside
And shadows still remain
I know that you can love me
When there’s no one left to blame
So never mind the darkness
We still can find a way
‘Cause nothin’ lasts forever
Even cold November rain

Don’t ya think that you need somebody
Don’t ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Don’t ya think that you need somebody
Don’t ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Don’t ya think that you need somebody
Don’t ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Don’t ya think that you need somebody
Don’t ya think that you need someone
Everybody needs somebody”

Viagem, impressões e um pouco de tédio

Fico esperando durante todo o período letivo pelas férias, e no final tenho a impressão de ter feito quase nada nelas! Não que seja tão ruim assim, sempre aproveito um pouco mas ainda sobra aquela sensação de que ‘poderia ter sido mais’.

Esse ano viajei para Minas Gerais logo no comecinho das férias e la fiquei durante dez dias. Conheci Diamantina, Ouro Preto e Belo Horizonte e me surpreendi bastante com todos esses lugares! É sempre bom viajar, porque a sensação de estar vivo torna-se mais evidente.. Conhecer lugares, cheiros e pessoas novas é indescritível e eu amo essa sensação, pena que ela não pode ocorrer o ano inteiro… mas se ocorresse, será que seria tão especial assim?

Impressões sobre a viagem

Belo Horizonte é uma capital linda e ate onde eu a conheci, bem mais cuidada pelos seus moradores do que São Paulo. Fiquei em um Hotel no centro, próximo a faculdade de direito da UFMG e mesmo sendo bem no centro de BH, o lugar era muito limpo e conservado perto do que estou acostumada em São Paulo.

Enquanto houve a tarde mais fria do ano na terra da garoa, la estava eu curtindo uma tarde ensolarada visitando os pontos turísticos da capital do pão de queijo! Foi muito bom!

Diamantina é uma volta ao passado, assim como toda visita a cidades históricas. É um lugar muito bonito, o centro é super bem cuidado também e ao contrario do que eu pensava, tem muuuita coisa para visitar e ver! Visitei a casa museu do JK, o caminho dos escravos, a pintura rupestre, a cachoeira do biribiri, o cruzeiro, a gruta do salitre… e tem mais, mas falha-me a memória.

Fiquei impressionada como o lugar mantém a simplicidade e consegue conviver de forma amistosa ( sem abandonar suas características culturais) com a tecnologia e a globalização. Algo que me chamou bastante atenção foi o fato de a periferia de Diamantina ser bem pobre, quase miserável, porem aparentando ser menos ‘suja’ do que a periferia paulista.

Engraçado… a pobreza paulista e das grandes capitais tem miséria. Mas também tem suas esquisitices. Muitos favelados tem TV de tela plana e internet a cabo, fogão elétrico, geladeira, maquina de lavar roupa e celular caro… Tem tudo o que alguém das classes mais abastadas possui, mas não tem uma moradia muito confortável, planos de saúde ou educação nos melhores colégios. Na periferia e semi-favelas das cidades mais interioranas, o pessoal quase que não tem nada mencionado ali em cima. Fogão maioria ainda é a lenha, geladeira é velha e conversa só pessoalmente ou por telefone fixo. Favelado da capital, no aspecto material, é rico perto destes. Minhas impressões…

Ouro Preto foi a parte mais corrida e menos cultural da viajem. Visitei a casa museu do poeta Tomas Antonio Gonzaga (o famoso Dirceu de Marília! “Eu tenho um coração maior que o mundo, tu, formosa Marília, bem o sabes”), mas nada tinha de muito expressivo la. E visitei o museu de geologia…

Ai sim hein! O museu de geologia da UFOP é muito completo, muito divertido e curioso! Me surpreendi com o conteúdo do lugar, com a variedade de pedras, formas, cores e utilidade de todo minério possível de imaginar! A primeira vista parece um tédio ficar vendo pedrinhas, mas o museu vai bem alem disso. Tinha vários estrangeiros visitando o museu, desde franceses, passando por poloneses e ate um cara da Líbia com quem conversei (Quem mora na líbia é o que? Libiano!?). Tantos estrangeiros visitando um museu que a primeira vista não dei valor nenhum, é de admirar e impõe muito respeito ao local, não é mesmo?

Pena que era proibido fotografar la dentro e não tem nenhuma imagem interessante na internet para postar aqui, então ficam apenas minhas recomendações para incentivar vocês, queridos leitores, a visitá-lo.

Alem da arquitetura barroca, das infinitas igrejas de OP… o lugar é uma cidade universitária, então tem bastante vida noturna e ‘atrações’ jovens, é bem mais agitado que Diamantina.

Alem desses três lugares, passei por Mariana e la visitei uma mina de ouro desativada agora aberta para visitação, e andei de trem (Ouro preto – Mariana). Gostei bastante! Agente fica imaginando como era na epoca, e quanto o homem é um ser ganancioso, quebra rochas e move o mundo por causa dessa ganância…

Ate que foi bastante coisa ne?

Pena voltar para casa e o tédio me agarrar logo de cara, e dificilmente se soltar…

E como andam as férias de vocês?=)

*

A sabedoria não nos é dada. É preciso descobri-la por nós mesmos, depois de uma viagem que ninguém nos pode poupar ou fazer por nós.

Marcel Proust

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A verdadeira arte de viajar…
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali…
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!

Mário Quintana