Perdão existe?

Quem me conhece ou acompanha o blog há algum tempo sabe que nos últimos tempos dois eventos me abalaram muito. O primeiro foi o fim de um namoro de sete anos, o segundo foi o divórcio dos meus pais.

Sem querer entrar na particularidade dos dois casos, o fato é que hoje, mesmo passado relativamente um bom tempo dos dois eventos, ainda não consigo superar com tranquilidade tudo o que aconteceu.

Queria, de verdade, poder não me chatear mais. A vida anda, as coisas mudam, as pessoas mudam, e erram, e muito. Então por que perder tempo com sentimentos ruins, quando se pode guardar e, quem sabe, ainda cultivar só as coisas boas?

Embora tanto meu ex-namorado quanto meu pai tenham feito coisas as quais me magoaram muito, por que perder tempo com isso? Tenho tantas memórias boa, momentos de carinho e diversão. Por que se apegar às coisas ruins, sentir o gosto seco e amarrado da mágoa?

Queria entender como é que faz para perdoar. Faz uns bons anos (sim, anos) que tento praticar o perdão no cotidiano. Acho que já consegui me livrar de uns 70% de mágoas, mas os outros 30% ainda estão lá, me incomodando.

Queria acordar e esquecer todas essas bobagens que fazem a gente perder tempo.

Por que cultivar sentimentos ruins é perder tempo, e vida.

Eu não quero isso pra mim.

O meu Amor, tem um jeito que é só seu.

ARTE DE AMAR

“Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.

Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.

Porque os corpos se entendem, mas as almas não.”

Manuel Bandeira

*

Quando ainda me sentava nas carteiras do Ensino Médio eu apreciava as aulas de literatura. Apreciava em especial a maneira como os escritores e poetas descreviam seus sentimentos, principalmente o amor. Cada escola literária tinha seu quase-padrão (porque na realidade eles nunca existem) tipos de amor. Amor romântico, amor utópico, amor sensual… Na passagem do tempo, alguns amores foram construídos com olhares e mãos dadas. Outros arderam com beijos e noites inesquecíveis. Alguns foram construídos em nuvens, sonhos apenas… alguns nasceram de amizades, outros sempre estiveram escritos…

Qual é o amor dos tempos de hoje? Já ouvi especulações sobre ele ser líquido, amor-consumo. Amor sexo-delícia-delivery. Beijos deliciosos, orgasmos alucinantes, só por uma noite. Um cardápio variado e infinito de amores, tão infinito quanto o desejo de consumi-lo parece ser. Já ouvi críticas a respeito desse amor-moderno, ouvi dizer que ele é feito de relações fracas, não perdura no tempo.

Não sou a pessoa mais romântica do mundo, manifestações públicas de afeto me causam pavor e comédias românticas não entram na minha lista de filmes preferidos mas, apesar dessa aparente frieza, por dentro sou uma paçoca derretida. Sexo-delícia-delivery não me interessa. Nasci na geração líquida e, por óbvio, fugir dessa realidade é difícil. Mas essa realidade não me satisfaz. O amor aquém de qualquer explicação é que faz parte de mim, e hoje talvez só os livros de literatura consigam traduzir um pouco do que eu vibro.

Eu acredito no amor doação sem anulação. Acredito no amor-companheirismo de cobertor e brigadeiro em noites frias, mas também no amor-pensamento ao deitar a cabeça na escrivaninha, tentativa de descansar do cotidiano. Acredito no amor que aquece a alma quando vê o sorriso da pessoa amada. Acredito no amor que sobrevive à distância, às brigas, à falta de contato. Amor que sobrevive à própria vida, mantendo-se vivo com lembranças e sonhos.

Eu acredito no amor-contradição, mistura de tristeza e doçura. Acredito no amor querer-bem, ainda que a contra-gosto, ainda que isso custe distâncias. Acredito no amor que nem sempre pode estar junto, e também no amor que nem sempre se entende.

Amar é um exercício pessoal, íntimo. Meu amor é do tamanho do mundo, ou maior. Amar não exige explicação, não exige contrapartida, não exige nada. Amor não se anula, não traz infelicidade – embora às vezes possa ser acompanhado da tristeza. O meu amor não exige que o outro seja algo que não é. O meu amor tem momentos tristes, ele entende que nem sempre é bom ficar junto – pode ser que o junto destrua os dois lados.

Eu acredito no amor-liberdade. Só os livres amam de verdade, ainda que por vezes doa. E muito.

E é por isso que Manuel Bandeira tinha razão quando escreveu ‘Arte de Amar’. A alma só encontra satisfação em Deus, o Deus de cada um: a tentativa solitária de tentar entender o propósito de viver e as possíveis razões para os fatos inexplicáveis da vida. O meu Amor só encontra conforto em algo que não entendo, algo que chamo de Deus porque me dá forças, não sei de onde e nem por qual propósito, para seguir e tentar ser alguém melhor, com um coração bom, capaz de ser feliz com a felicidade de outras pessoas. Sem inveja, sem ciúmes, sem ressentimentos. É muito difícil, ainda procuro entender meu Amor.

Mas meu Amor é tão difícil, tão complexo para mim, que por isso mesmo ele não é capaz de se comunicar com outra alma. Ele faz parte da minha alma, e os corpos se entendem, mas as almas não.

Ignorância é uma bênção

Você aprende a ignorar. Aprende a não se importar, aprende a suportar tudo. Quando sua unica escolha é simplesmente fingir que nada aconteceu, você acostuma. A unica saída é olhar para os lados e agir como se não fosse com você. A unica saída é ser ignorante. E então, você verá quem realmente se importa, quem não desiste e vai atrás de você, da pessoa que você era.

*

— Anota aí para seu futuro menina: desapegar das pessoas, se importar menos, não se abalar por nada nem ninguém, correr atrás daquilo que faça seu coração vibrar, ficar perto de quem te quer bem, correr atrás dos seus sonhos, se amar mais, esquecer tudo aquilo que te faça mal. Anota aí: cair na real.

Caio F.

“Pare de correr atrás. Pare de se importar. Seja indispensável, DESAPEGUE. Pessoas GOSTAM do que não tem”

Dr. House

Ir e vir

Algumas pessoas vem e vão. Outras ficam durante umas horas, dias, meses, anos.. mas se vão também. Talvez voltem. E quando voltam, é uma surpresa e nostalgia incomparáveis.

Esses dias reencontrei pelo facebook alguns grandes amigos dos quais a rotina, dia-a-dia, diferenças que surgem com o tempo, separou. É engraçado notar como mudamos e, ainda assim, continuamos um pouco os mesmos… Os corpos mudaram, as vozes, a rotina de cada um de nós mudou e por mais que não tenhamos mais um ponto de tangência entre nossas vidas, o carinho se mantém. Manteve-se por longo tempo apesar da distância bem grande de alguns cinco anos,por aí.

Nos reencontramos, e é muito bom poder conversar de novo. O reencontro depois de muito tempo tem um quê de especial, talvez porque demonstre que no fundo, bem lá no fundo, talvez no canto de uma caixa de fósforo guardada num armário de memórias velhas, um pedacinho de carinho e lembrança mantiveram-se vivos por todo esse tempo.

ps* Não sei por que, mas o player com o vídeo não está aparecendo =/ Fiquem com o link então!!
Bossa N` Roses – November Rain

Bossa n` Roses – November Rain
“When I look into your eyes
I can see a love restrained
But darlin’ when I hold you
Don’t you know I feel the same

‘Cause nothin’ lasts forever
And we both know hearts can change
And it’s hard to hold a candle
In the cold November rain

We’ve been through this such a long long time
Just tryin’ to kill the pain

But lovers always come and lovers always go
An no one’s really sure who’s lettin’ go today
Walking away

If we could take the time
To lay it on the line
I could rest my head
Just knowin’ that you were mine
All mine

So if you want to love me
Then darlin’ don’t refrain
Or I’ll just end up walkin’ In the cold
November rain

Do you need some time…on your own
Do you need some time…all alone
Everybody needs some time… on their own
Don’t you know you need some time…
All alone

I know it’s hard to keep an open heart
When even friends seem out to harm you
But if you could heal a broken heart
Wouldn’t time be out to charm you

Sometimes I need some time…on my own
Sometimes I need some time…all alone
Everybody needs some time… on their own
Don’t you know you need some time…
All alone

And when your fears subside
And shadows still remain
I know that you can love me
When there’s no one left to blame
So never mind the darkness
We still can find a way
‘Cause nothin’ lasts forever
Even cold November rain

Don’t ya think that you need somebody
Don’t ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Don’t ya think that you need somebody
Don’t ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Don’t ya think that you need somebody
Don’t ya think that you need someone
Everybody needs somebody
You’re not the only one
You’re not the only one

Don’t ya think that you need somebody
Don’t ya think that you need someone
Everybody needs somebody”

Mais amor, por favor!

Falta amor. É isso que torna o mundo tão duro, tão cruel, tão frio. É isso que nos torna objetos sentimentais.

Todos nós precisamos de amor. Palavras doces, simpáticas. Um olhar atencioso. Um bom dia, talvez… Precisamos amar os outros, amar os diferentes, amar a si mesmos. Deveríamos olhar para a pessoa ao lado e inspirar amor.

Por que tão difícil?

    Sou amante da vida. Amo sentir-me viva. Amo sentir o calor das pessoas e o frio do vento que transpassa meu rosto ao cruzar a rua. Preciso de amor pra viver. Tão bom morrer de amor e continuar vivendo!

Já cheguei a duvidar da minha capacidade de amar. Realmente, não amamos igual nada e ninguém. Cada coisa tem seu especial. Amo o brilho do sol, amo diferentes sorrisos, amo amo amo demais. Isso é o mais importante…

Tão bom morrer de amor e continuar vivendo!