Mais amor, por favor!

May 5th, 2012 § 0 comments § permalink

Falta amor. É isso que torna o mundo tão duro, tão cruel, tão frio. É isso que nos torna objetos sentimentais.

Todos nós precisamos de amor. Palavras doces, simpáticas. Um olhar atencioso. Um bom dia, talvez… Precisamos amar os outros, amar os diferentes, amar a si mesmos. Deveríamos olhar para a pessoa ao lado e inspirar amor.

Por que tão difícil?

    Sou amante da vida. Amo sentir-me viva. Amo sentir o calor das pessoas e o frio do vento que transpassa meu rosto ao cruzar a rua. Preciso de amor pra viver. Tão bom morrer de amor e continuar vivendo!

Já cheguei a duvidar da minha capacidade de amar. Realmente, não amamos igual nada e ninguém. Cada coisa tem seu especial. Amo o brilho do sol, amo diferentes sorrisos, amo amo amo demais. Isso é o mais importante…

Tão bom morrer de amor e continuar vivendo!

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente

April 1st, 2012 § 0 comments § permalink

“Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.”

Carlos Drummond de Andrade

É aí que tá!

March 29th, 2012 § 0 comments § permalink

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem..”

“Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.”

“Viver — não é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo.”

 Guimarães Rosa

*

E não é que enlouqueci? Surtei, desandei, desvairei! Ando no meio fio, pulo bueros e corro pro ponto. Depois, ainda consigo me apaixonar, apaixonar, apaixonar por tudo que vejo! Se não é a árvore, cheia de flores, linda? Se não é o raio de sol, por entre as nuvens, divino? Se não são vocês, dentro de mim, amores? Problemão esse ser-apaixonado! Problemão, porque se perde, vive perdido, no labirinto que é não saber o que fazer, e fazer tudo certo e errado ao mesmo tempo… mas é bom, gosta tanto de sonhar!

Todas pessoas tem labirintos, é verdade. Mas o meu é diferente. É cheio de imaginação. E nesse cenário novo, de paredes novas e pinturas desconhecidas, não sei o que fazer, e acabo fazendo tudo errado.

Tudo errado.. do mesmo jeito que fizeram comigo. Errado.

É, brincar de viver em montanha-russa não vai ser fácil… Acorda menina!

O que eu..

March 28th, 2012 § 0 comments § permalink

vejo, é lindo
sinto, é doce
suspiro, é mel…

Efeitos

March 24th, 2012 § 0 comments § permalink

 Retrato de uma francesa – 1946 -  Pablo Picasso


         É assombroso o efeito que tudo me causa. Chuva, sol, vento ou até mesmo um sorriso já conseguem mexer com meu dia, deixando-o mais feliz… Mas a falta de tudo também me causa um enorme efeito. Me deixa morna, meio pra lá e meio pra cá, assim, sem saber de nada e querendo tudo, ao mesmo tempo.
Aquele calor do abraço me faz falta, sabia? A risada das bobagens também me deixa uma dorzinha de saudades. E as horas corridas, que voavam na tarde e na noite – porque dia era pra dormir – também deixaram marcas.
Pior de tudo é não ter a cumplicidade, a parceria, essa sensação de completar o quebra-cabeça… Sinto tanta falta! E essa falta me dói por dentro, me deixa sem respirar direito, inquieta!
A falta me machuca. A gotinha da chuva, o calor do sol e o passar do vento tão aí pra compensar a falta e me curar. Depois de vocês, só eles me fazem sentir viva…

Vento frio

March 21st, 2012 § 0 comments § permalink

“De onde eu vim
Não tem mar
Onde eu vim parar?
Atraquei
Nesse cais
Por amor demais…”

Cais – Mallu Magalhães

Sentia o vento gélido e úmido atravessar a face como se fosse o riscar de várias agulhas bem fininhas. Ajeitou o corpo no casaco quentinho. Esfregava as mãos. Olhava o céu cheio de estrelas, lindo…

Starry night over the Rhone (1888) – Vincent van Gogh

Starry night over the Rhone (1888) – Vincent van Gogh

Só uma coisa..

March 16th, 2012 § 0 comments § permalink

Eu não vou pedir nada. Não vou cobrar aquilo que vocês não podem me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiverem comigo, sejam todos “inteiros”. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareçam pela metade. Não me venham com falsas promessas. Eu não quero saber quanto vocês ganham. Quero saber se ganham o dia quando estão comigo…

Não mesmo.

March 16th, 2012 § 0 comments § permalink

Tem muita coisa que, francamente, cá entre nós, não faço mesmo questão de saber.
Caio F. Abreu

De novo, cansada!

March 10th, 2012 § 0 comments § permalink

Cansei da dedicação. Cansei da compreensão. Cansei das memórias.
Cansei do apego. Cansei do afeto. Cansei das mentiras.
Cansei de acreditar. Cansei de confiar. Cansei de ser tapeada
Cansei do passado. Cansei. Cansei. CANSEI.

Não páre o mundo, porque agora eu NÃO quero descer, de jeito nenhum!
Sentir raiva é um bom motor para a liberdade, pelo menos isso!

É…

March 9th, 2012 § 0 comments § permalink

Meu coração tem o tamanho do mundo…


A verdade dividida – Drummond
A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar. Cada um optou
conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.